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Exposição reflecte a diplomacia cultural entre Angola e Espanha

Exposição reflecte a diplomacia cultural entre Angola e Espanha
O embaixador de Espanha destacou, na quarta-feira, que a exposição do renomado artista Salvador Dalí se enquadra no âmbito da diplomacia cultural entre Espanha e Angola, como símbolo da grande amizade entre os dois países. Manuel Lejarreta fez este pronunciamento no seu discurso de abertura da exposição itinerante “A Conquista do Cosmos”, composta pelas obras do icónico artista espanhol, patente até 17 de Abril, no Instituto Guimarães Rosa, em Luanda.

“Na nossa acção exterior, a cultura e arte ocupam um lugar muito relevante. Consideramos que são espaços de refúgio para a alma, lugares seguros para o espírito, incluindo nos piores momentos e circunstâncias. Mas também são um factor de inclusão social e de enriquecimento humano de todos, principalmente para os mais jovens. Por isso, é sempre aconselhável apostar nos sectores da Arte, Cultura e Educação”, defendeu.

O diplomata considerou que a vida de Salvador Dalí e as suas obras são de uma originalidade e uma força fascinante, tendo partilhado que teve a sorte de poder, através da televisão e meios de comunicação, vê-lo em vida. “Sempre me produziu uma grande satisfação, quer a sua personagem quer a sua obra, devido à grande originalidade e carisma pessoal. Em alguns momentos considerava-se que estava louco, mas com certeza não o estava”, partilhou.

Falecido em 1989, Salvador Dalí é mundialmente aclamado como o nome maior da corrente surrealista, carácter que se reflectia vivamente na sua obra, apontada verdadeiramente rica em matizes, desenhos, e, sobretudo, mensagens e interpretações.

“No seu livro “Minha Vida Secreta” se declarava como um cultor da provocação, da atracção, fascinação descomunal e do genial, assim como anárquico e monárquico. Temos entrevistas dele nas plataformas digitais e pode ser visto como ele era um louco lúcido, um palhaço inteligente no qual se reconciliam muitos elementos contraditórios”, apontou o embaixador.

Depois da abertura da exposição na Casa das Artes, em Julho do ano passado, durante nove meses passou pelas províncias da Huíla, Benguela, Huambo e Bié, regressando à capital para a última etapa do roteiro nacional de exposição de obras deste conceituado pintor espanhol, composta por um conjunto de 11 gravuras originais, produzidas em 1974, assinadas a lápis pelo próprio artista e numeradas dentro de uma edição limitada de apenas 195 exemplares em todo o mundo.

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