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'Caso Prestianni': a verdade inconveniente que ninguém quer ouvir

'Caso Prestianni': a verdade inconveniente que ninguém quer ouvir
Para analisarmos com a devida responsabilidade o que se passou no caso Vinícius/Prestianni, precisamos de baixar o volume da indignação cega e olhar para os factos com a lucidez que o momento exige.

Primeiro, falemos da presunção de inocência. Vivemos tempos de condenação sumária, onde o tribunal das redes sociais dita sentenças antes de lidos os autos. Ver um jogador tapar a boca enquanto fala tornou-se um gesto banal no futebol moderno — é o beabá de qualquer profissional que queira manter a privacidade do balneário em pleno campo. Transformar esse gesto numa prova automática de culpa é um salto lógico perigoso. Quando a narrativa substitui a investigação, a justiça morre. E no desporto, como na vida, não se pode condenar sem provas inequívocas.

Depois, há a questão da responsabilidade emocional. É aqui que o debate se torna mais espinhoso. Ver Vinícius celebrar com o samba no pé é um hino à alegria, à cultura brasileira, à identidade de um povo que faz da bola um instrumento de felicidade. Isso é, e deve ser, intocável.

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A
alexandre
21/02/2026

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